Bairro Vila Barreiros
O Complexo do Barreiros é formado pelos bairros Barreiros e Cidade Nova, e conta com uma população de 2099 habitantes, possui 812 domicílios em uma área de 1.01 km², com uma densidade populacional de 2076.795 habitantes por km². O Bairro Vila Barreiros faz parte da Zona Sul de Teófilo Otoni, fazendo divisa com os bairros São Benedito, Jardim São Paulo e Solidariedade.
Bairro Vila Barreiros
O Complexo do Barreiros é formado pelos bairros Barreiros e Cidade Nova, e conta com uma população de 2099 habitantes, possui 812 domicílios em uma área de 1.01 km², com uma densidade populacional de 2076.795 habitantes por km². O Bairro Vila Barreiros faz parte da Zona Sul de Teófilo Otoni, fazendo divisa com os bairros São Benedito, Jardim São Paulo e Solidariedade.
As primeiras casas da Vila Barreiros fora construídas por volta de 1900, sendo a até então área rural conhecida por "Córrego São Benedito".
Origem do Nome: O nome do bairro, a escola e rua são uma homenagem à "família" dos Barreiros, mais especificamente Alberto Ernestino Barreiros da Cunha (filho do português João Caetano Barreiros da Cunha com Maria Ernestina Coelho Barreiros), ou apenas Alberto Barreiros. Ele nasceu em 1875, falecendo em 1950, casando com Hilda Fiedler Barreiros (nata Wapler Fiedler), 1886 - 1974
As primeiras casas surgiram por volta do ano de 1900. Por décadas, a região viveu como uma área de chácaras e sítios, com famílias que viviam da terra e da criação de animais. Com o crescimento da cidade, especialmente a partir da década de 1970, a área foi sendo loteada e ocupada por migrantes pobres vindos da zona rural do próprio município, do Vale do Jequitinhonha e do sul da Bahia.
A Vila Barreiros se consolidou como um bairro de periferia, com ocupação espontânea e autoconstrução. Com o tempo, surgiram núcleos associados, como a Vila Jacaré e a Vilinha - Rua Martins Scofield, que embora sejam contabilizados separadamente em alguns cadastros oficiais, fazem parte do complexo territorial do Barreiros.
Questão Sanitária e Ambiental
Saneamento básico: De acordo com dados do CRAS-Sul (2012-2017), a situação da Vila Barreiros é preocupante. Apenas 88,6% das residências possuem coleta regular de lixo. Isso significa que 11,4% dos moradores não são atendidos por esse serviço essencial, um dos piores índices da região sul. No esgotamento sanitário, 94,3% das casas estão ligadas à rede, mas 5,7% ainda lançam dejetos diretamente em valas a céu aberto, o que traz riscos graves à saúde.
Energia: A maioria das casas (94,3%) tem medidor individual de energia, mas 5,7% ainda compartilham a medição com vizinhos, o que pode gerar conflitos e dificuldades.
Acessibilidade: Um dado alarmante: 68,6% das moradias não possuem acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Apenas 31,4% oferecem condições adequadas de locomoção.
Violência: Cerca de 5,7% das residências estão localizadas em áreas classificadas com presença de conflito ou violência.
Área de risco: A pesquisa do CRAS-Sul não identificou moradias em área de risco de desabamento ou alagamento na Vila Barreiros. No entanto, isso não significa que o bairro esteja totalmente seguro, pois os núcleos vizinhos apresentam problemas graves nesse aspecto.
Moradias: A maioria das residências (71,4%) é própria, mas há uma parcela significativa de casas alugadas (17,1%) e cedidas (11,4%). Em relação ao tamanho, 57,1% das casas têm de 4 a 6 cômodos, e 25,7% têm 7 cômodos ou mais.
Núcleo Urbano: Vila Jacaré
História: O Núcleo Urbano Vila Jacaré é um desmembramento da antiga área rural do Córrego São Benedito, integrando o complexo territorial do Bairro Barreiros. Sua ocupação é mais recente em comparação ao núcleo principal, tendo se consolidado principalmente a partir da década de 1990.
A Vila Jacaré surgiu de ocupações espontâneas, com famílias de baixa renda que buscavam terrenos de menor custo na periferia sul da cidade. A ausência de planejamento urbano e de assistência técnica pública orientou a forma de ocupação do território. As casas foram sendo construídas pelos próprios moradores, sem acompanhamento de engenheiros ou arquitetos, o que gerou os problemas que persistem até hoje.
Questão Sanitária e Ambiental
Saneamento básico: Os dados do CRAS-Sul (2012-2017) mostram que 90% das residências da Vila Jacaré possuem coleta regular de lixo, mas 10% ainda não são atendidas. No esgoto, 90% estão conectadas à rede, enquanto 10% utilizam fossa séptica.
Energia: Diferente de outros núcleos, 100% das moradias da Vila Jacaré possuem medidor individual de energia.
Área de risco – O MAIOR ÍNDICE DA ZONA SUL: A Vila Jacaré apresenta o maior índice de área de risco entre todos os núcleos pesquisados na Zona Sul de Teófilo Otoni: 10% das moradias estão em áreas suscetíveis a desabamento ou alagamento.
Riscos específicos: As casas da Rua Altamiro Nunes Leite, na Vila Jacaré, foram construídas abaixo do nível da rua e próximas a córregos. Isso significa que os moradores vivem com o medo constante de:
- Desmoronamentos e queda de veículos sobre os telhados das casas;
- Enchentes provenientes do córrego que atravessa o bairro a céu aberto;
- Deslizamentos de terra no período chuvoso, quando o solo fica encharcado.
Acessibilidade: Apenas 20% dos domicílios possuem acessibilidade para pessoas com deficiência. 80% das moradias não oferecem condições adequadas para locomoção de idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.
Violência e acesso: O núcleo não apresenta registros de difícil acesso geográfico nem de área de violência nas fichas do CRAS-Sul.
Núcleo Urbano: Vilinha
História: A Vilinha é um pequeno núcleo urbano associado ao Bairro Vila Esperança. Nos documentos do CRAS-Sul, ela aparece frequentemente como "Vila Esperança (que engloba Vilinha)", indicando que, na prática, os dois núcleos formam um contínuo urbano.
A ocupação da Vilinha ocorreu posteriormente à consolidação da Vila Esperança, que teve início na década de 1980. Enquanto a Vila Esperança surgiu de uma doação de terras da Igreja Católica e de um grande mutirão popular, a Vilinha se formou de maneira mais espontânea, como uma extensão natural do bairro.
Os moradores da Vilinha compartilham a mesma origem da Vila Esperança: em sua maioria, são famílias de baixa renda, muitas oriundas de migração rural do Vale do Jequitinhonha e do sul da Bahia, que chegaram a Teófilo Otoni em busca de trabalho e melhores condições de vida. A influência da Igreja Católica e das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) também se fez presente na Vilinha, especialmente nas décadas de 1980 e 1990.
Questão Sanitária e Ambiental
Saneamento básico: Conforme dados do CRAS-Sul (2012-2017), a Vilinha apresenta indicadores melhores do que muitos outros núcleos da Zona Sul. 100% das residências possuem coleta regular de lixo, 100% estão conectadas à rede de esgoto e 100% têm medidor individual de energia.
Acessibilidade: Apenas 50% dos domicílios possuem acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os outros 50% não oferecem condições adequadas, o que ainda é um desafio para o núcleo.
Área de risco: A pesquisa do CRAS-Sul não identificou moradias em área de risco de desabamento ou alagamento na Vilinha.
Moradias: Todas as residências da Vilinha são próprias (100%) e possuem de 4 a 6 cômodos. Não há registros de difícil acesso geográfico nem de área de violência no núcleo.
Em 1950, quando foi autorizado abrir uma estrada ligando o até então povoado a Teófilo Otoni, passando pelos terrenos da Viúva do Major Teófilo Rocha, rua Frei Serafim - Morro do Cemitério -, e o prolongamento do Cemitério local. Essa estrada também ligava Teófilo Otoni e Figueira, hoje, Governador Valares. Sendo algus trechos rurais ainda usados, como um trecho da estrada de 06 Km, até encontrar a BR-116, no povoado da Jaqueira.
Segundo Sr. Reinaldo F. Barreiros, das pessoas mais antigas que residiram na localidade, destacam-se Martim Mobley Scofield, Lourenço da Silva Porto Neto, Genesco de Castro Pires, Antônio de Castro Pires, Teodomiro Reis, João Ferraz, Sílvio Miglio, Antônio Bergagnoli, Felipe Turco, José da Silva Guimarães, Domingos Soares Leal, Hermann Fiedler, Hermann Fabri, João Rodrigues Esteves, José Pereira do Nascimento, Santos Camilo Coelho, e Rachid Nascife Handan (Alfredo Turco ou Leal).
Ruas
A Rua Altamiro Nunes Leite, a principal do bairro do ponto de vista econômico, e de fluxo, existem algumas casas mais antigas, em especial uma datada de 1933.
Mudança de Nome
Pela Lei nº 1529, 26 de julho de 1974, a Vila Barreiros passou a se chamar Bairro Barreiros.
Educação
EE Alberto Barreiros
Criada em 1950 com o nome de "Escola Rural Modelo da Vila Barreiros". Em 1966, pelo Decreto nº 9.822, passou a ser chamada de Escola Estadual Alberto Barreiros. Em 1987, atendia 1.116 alunos em três turnos.
Aeroporto
Construção do Aeroporto
Pela Lei nº 1686 de 22 de setembro de 1976 ficou denominado Aeroporto JK o novo aeroporto em construção, sendo inaugurado em 22 de fevereiro de 1987 (Aeroporto Juscelino Kubitschek). Sua elevação é de 479 metros, e sua pista com 1190 metros de comprimento e 23 metros de largura.
Realocação
Pela Lei nº 2347 de 20 de outubro de 1983 foi autorizado a doação de lotes em um terreno 5059,00m² de no Bairro Jardim São Paulo para as familias que viviam na chamada Serra do Espinhaço, local onde viria a ser o novo aeroporto.
Mudança de Nome
Pela Lei nº 6656 de 04 de novembro de 2013, ficou denominado Aeroporto KK – Kemil Kumaira (Professor universitário, foi vereador em Teófilo Otoni (1972) e deputado constituinte pelo PMDB, tendo sido eleito deputado estadual seis vezes.),
Origem do Nome de Ruas e Avenidas
Lei Ordinária nº 6.665, de 05 de novembro de 2013 a Av. Cento e Oitenta (que da acesso ao Aeroporto) passou a se chamar Avenida Nicolaas Timo Galama, o empresário morreu aos 44 anos, quando a aeronave que pilotava caiu próximo a um campo de futebol, no bairro São Cristóvão, durante pouso forçado no centro do campo.
Equipamentos Urbanos
Educação
Escolas Estaduais
| Escola | Endereço |
|---|---|
| EE Alberto Barreiros | Rua Alberto Barreiros, 290 |
Saúde e Assistência Social
Programas de Saúde da Família
| Unidade | Endereço |
|---|---|
| PSF Vila Barreiros | Av. Tietê, 50 |
Mapa do Bairro Vila Barreiros
Bairro Barreiros
| CEP | Logradouro |
|---|---|
| 39803-330 | Rua Alberto Barreiros |
| 39803-320 | Rua Altamiro Nunes Leite |
| 39803-333 | Rua Astor Rivers |
| 39803-321 | Rua Austin Seofild |
| 39803-334 | Rua Celso Soares Rodrigues |
| 39803-331 | Rua Maria Vicência Nunes |
| 39803-332 | Rua Martins Scofield |
| 39803-323 | Travessa João Luiz |
| 39803-335 | Travessa Manoel Bandeira |
| 39803-322 | Travessa Monteiro Lobato |
| 39803-338 | Travessa Santa Luzia |
| 39803-336 | Travessa Santo Antônio |
Bairros
Atualmente são 65 bairros em Teófilo Otoni, incluindo os Loteamentos Buritis e Laranjeiras.
Fontes:
História da Educação em Teófilo Otoni, 1987
Documentos da Secretaria de Cultura e Patrimônio Histórico
Tetteroo, Frei Samuel. O Município de Teófilo Otoni: Notas Históricas e Chorográficas.
TEÓFILO OTONI. Lei nº 2.347, de 20 de outubro de 1983. Autoriza doação de lotes a pessoas que ocupam frações de terreno ora abrangido pelo Aeroporto J.K. Câmara Municipal de Teófilo Otoni, Teófilo Otoni, 1983.
TEÓFILO OTONI. Lei nº 1.590, de 21 de julho de 1975. Autoriza a permuta de um terreno pela construção de um aeroporto. Câmara Municipal de Teófilo Otoni, Teófilo Otoni, 1975.
TEÓFILO OTONI. Lei nº 1.686, de 22 de setembro de 1976. Dispõe sobre denominação de aeroporto. Câmara Municipal de Teófilo Otoni, Teófilo Otoni, 1976.
TEÓFILO OTONI. Lei nº 6.656, de 04 de novembro de 2013. Dispõe sobre a denominação do Aeroporto de Teófilo Otoni, que fica denominado Aeroporto KK – Deputado Kemil Kumaira. Câmara Municipal de Teófilo Otoni, Teófilo Otoni, 2013.
Arquivos da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio Histórico