Bairro Teófilo Rocha
O Bairro Teófilo Rocha conta com uma população de 2111 habitantes, possui 962 domicílios em uma área de 0.2 km², com uma densidade populacional de 10557.096 habitantes por km². O Bairro Teófilo Rocha faz parte da Zona Leste de Teófilo Otoni, fazendo divisa com os bairros Centro, Marajoara, Manoel Pimenta, Dr Laerte Laender .
Bairro Teófilo Rocha
O Bairro Teófilo Rocha faz parte da Zona Leste de Teófilo Otoni, fazendo divisa com os bairros Centro, Marajoara, Manoel Pimenta, Dr Laerte Laender .
Origem do Nome: Homenagem ao Major Teófilo Rocha, homem possuidor de muitas terras na região.
Pela lei n.º 955 de 23 de outubro de 1964, art. 1º- ficou denominado Bairro Nossa Senhora dos Pobres a Vila Teófilo Rocha, que vai da margem da estrada de ferro Bahia e Minas até a Vila Barreiros.
Já em 31/10/1989 foi sancionada a Lei n.º 3150, onde ficou denominado Bairro Teófilo Rocha, a localidade popularmente conhecida por esta denominação, antiga Vila Teófilo Rocha.
História: O bairro Teófilo Rocha, hoje conhecido por esse nome, era chamado antigamente de Vila Verônica. O nome "Verônica" vinha de Dona Verônica, como todos conheciam a avó de Walter Teófilo Rocha Garrocho, autora do relato memorialístico "Infância e juventude na Vila Verônica". Dona Verônica era casada com Teófilo Rocha, que dá nome ao bairro atualmente.
O bairro começou a se formar em uma área que antes era uma chácara de nome "Lindóia" ou "Grota da Verônica". Dona Verônica vivia ali com muitas criações de animais: porcos, cabras, vacas, cavalos e até cerca de trinta cachorros. Seu marido, Teófilo Rocha, era natural de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, e trabalhou como tropeiro e sitiante.
O responsável por doar pequenos terrenos e permitir a ocupação do bairro foi Tim Garrocho, filho de Dona Verônica e Teófilo Rocha, e pai do narrador. Tim Garrocho era um socialista que foi preso pela ditadura militar. Ele tinha uma filosofia simples e generosa: "gente é igual formiga, se desse o terreno eles fazem a casa". Ele dizia também que "terra não tem dono, terra é de Deus e, já que somos filhos de Deus, é nosso direito ter um pedaço de terra, nem que seja para fazer um pequeno barraco".
Os primeiros moradores da Vila Verônica eram, em sua maioria, oriundos da zona rural e de pequenos povoados. Eram pessoas humildes, muitas com pouca instrução formal, mas com uma rica cultura popular. Havia apelidos engraçados como "Maria Rabo de Galo", "Fedegoso", "Chupa-Coco", "Augusto Meladinha", "Maria Xarope" e até uma "Maria Comunista".
O bairro tinha tradições fortes: quando alguém morria, parentes e vizinhos passavam a noite bebendo, cantando e chorando para "espantar os espíritos ruins". Havia reza de terço, Menino Jesus no Natal, quadrilhas com fogueiras e a tradicional Folia de Reis no final do ano. A diversidade de crenças era visível: havia centros de Umbanda, evangélicos chegando através de missionários e, no lado católico, Dona Chiquinha Otoni comandava a igreja e os fiéis.
Um fato curioso: todo ano realizavam duas festas na Igrejinha Nossa Senhora dos Pobres – uma para os ricos e outra para os pobres. O pai do narrador, Tim Garrocho, socialista que era, incentivava os pobres a participar da festa dos ricos, e se possível com um breve protesto na entrada.
O bairro também teve forte atuação da Igreja Católica através dos clubes de jovens, formados pela Igreja e dirigidos por Jaime Matos (Jaiminho) e sua esposa, a professora Amélia, com a participação da freira italiana Arcângela, que realizava um valioso trabalho social em comunidades carentes.
O narrador recorda com saudade do Rio Santo Marcolino, que ficava após a Igrejinha Nossa Senhora dos Pobres, onde ele e os amigos "tiravam mergulhos nas águas límpidas e sem poluição". Próximo ao rio, havia o "Campo do Zé Ramiro", onde a molecada do morro da Igrejinha jogava peladas. O time da Vila Verônica enfrentava times de outros bairros, como o da Vila Barreiros, que tinha Humberto Barbosa (Lelé), um craque no meio de campo.
Apesar da origem do bairro datar da metade do século XX, a associação comunitária do bairro Teófilo Rocha só foi registrada em 2009. Nesse momento, foram feitas eleições e montou-se uma diretoria com perfil de aproximação aos movimentos populares da cidade. O bairro também teve forte influência dos setores reformistas da Igreja Católica, especialmente a partir dos anos 1980, com a atuação do Padre Giovanni e das Comunidades Eclesiais de Base.
Bens Protegidos
Túmulo do Capitão Leonardo Esteves Otoni
Bem Tombado pelo Município em 05 de abril de 2007, através do Decreto nº 5376. Localizado no Cemitério Municipal João Gabriel da Costa, na Rua Egmon Schaper. O Capitão Leonardo Esteves Otoni foi um importante personagem da história da cidade.
PEM Mundo Mágico
Pré-Escola Municipal localizado no bairro Teófilo Rocha.
Cemitério Municipal de Teófilo Otoni
O Cemitério Municipal de Teófilo Otoni foi criado em 1922. Pela Lei nº, 2.801, de 25 de maio de 1987 (sancionada em 27/05/87), o Cemitério Municipal de Teófilo Otoni passou a se chamar João Gabriel da Costa (Seo Nô)
Equipamentos Urbanos
Patrimônio Cultural Protegido
Bens Tombados
| Bem Protegido | Endereço | Decreto |
|---|---|---|
| Túmulo do Capitão Leonardo Esteves Otoni | Rua Egmon Schaper, – CM João Gabriel da Costa | Decreto 5376 - Data: 05/04/2007 |
Educação
Pré-Escolas Municipais
| Escola | Endereço |
|---|---|
| PEM Mundo Mágico | Rua Geraldo de Souza Régis, 175 |
Escolas Particulares
| Escola | Endereço |
|---|---|
| Creche Delfina Tibaldi | Rua Geraldo de Souza Régis, 175, Vila Progresso |
Saúde e Assistência Social
Mapa do Bairro Teófilo Rocha
Bairro Teófilo Rocha
| CEP | Logradouro |
|---|---|
| 39803-051 | Praça João Gabriel de Souza |
| 39803-160 | Rua João Alves Nascimento |
| 39803-163 | Rua José Roque da Silva |
| 39803-164 | Rua Mamede Vieira |
| 39803-045 | Rua Mariana Celina dos Santos |
| 39803-165 | Rua Oitenta e Nove |
| 39803-159 | Rua Raul Rodrigues de Oliveira |
| 39803-162 | Rua Sessenta e Nove |
| 39803-050 | Rua Setenta e Oito |
| 39803-166 | Rua Teófilo Rocha |
| 39803-043 | Rua Vinte e Um |
| 39803-053 | Travessa Antônio José de França |
| 39803-040 | Travessa Antônio Pereira Augustinho |
| 39803-042 | Travessa Daniel Alves Moura |
| 39803-054 | Travessa Dona Carmen |
| 39803-149 | Travessa Edson França |
| 39803-044 | Travessa Egnon Chapper |
| 39803-052 | Travessa Flávio Guimarães |
| 39803-046 | Travessa Flor de Minas |
| 39803-048 | Travessa Floriano Peixoto |
| 39803-049 | Travessa Francisco Ferreira da Silva |
| 39803-056 | Travessa Frei Serafim |
| 39803-041 | Travessa Setenta |
| 39803-047 | Travessa Teófilo Rocha |
| 39803-161 | Vila Mariza |
Bairros
Atualmente são 65 bairros em Teófilo Otoni, incluindo os Loteamentos Buritis e Laranjeiras.
Fonte:
História da Educação em Teófilo Otoni, 1987
Documentos da Secretaria de Cultura e Patrimônio Histórico
SANTOS, Márcio Achtschin; SANTOS, Jeferson Gomes dos. Associações comunitárias e a participação cidadã na cidade de Teófilo Otoni – MG: a relação entre Associações de Bairro e Poder executivo municipal entre os anos de 2005 e 2012. Revista Vozes dos Vales: Publicações Acadêmicas, Teófilo Otoni, n. 21, ano XI, maio 2022. ISSN 2238-6424. Disponível em: https://site.ufvjm.edu.br/revistamultidisciplinar/files/2022/05/4.pdf. Acesso em: 26 abr. 2026.
ALMEIDA, Sérlio Souza de. A Lei Federal nº 11.888/08, como um instrumento da política habitacional aplicada na cidade de Teófilo Otoni - MG . 2018. Dissertação (Mestrado em Tecnologia, Ambiente e Sociedade) – Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Teófilo Otoni, 2018. Disponível em: https://acervo.ufvjm.edu.br/server/api/core/bitstreams/6446da50-87fd-446f-b0bf-910e34d0a9de/content. Acesso em: 26 abr. 2026.