Comunidade Alto São Jacinto
A Comunidade Alto São Jacinto está localizada na Zona Rural do município de Teófilo Otoni, Vale do Mucuri, Minas Gerais.

História da Comunidade Alto São Jacinto
Primeiros Núcleos Populacionais Fixos
Durante o processo de povoação do Vale do Mucuri, foi construída a Estrada de Rodagem Santa Clara, sendo que essa estrada ligava a Filadélfia (Teófilo Otoni) a Santa Clara (Nanuque), sendo criadas em seu entorno, os chamados sítios, núcleos populacionais, como Sítio São Jacintho (1856) e Sítio São Benedicto - hoje urbanizado - (1857), sendo o mais próximos à sede, além de outros como Sítio Sant’Anna, hoje Pasto do Governo (1857/1868), Sítio Canna Brava, hoje Homero Barbosa (1857), Sítio Santa Maria (1857) e Sítio Santo Antônio (1858).
Outras regiões que aparecem em mapas da época são, São Francisco , Itamunhec (1854), Saudade , São Pedro, hoje Chapadinha (1868), São José e Córrego do Ouro.
Origem do Nome: São Jacinto é porque existia uma capela dedicada ao São Jacinto, "Alto" para diferenciar do Bairro São Jacinto, mais novo que a comunidade.
Origem: Tem a sua história ligada ao processo de recolonização do Vale do Mucuri, onde alemães ganharam terras para trabalhar na agricultura.
Educação
| Escola | Endereço |
|---|---|
| EM Córrego São Jacinto | Alto São Jacinto |
Infraestrutura
Saúde: Posto de Saúde local
Religião: Igreja Adventista do Sétimo Dia - Fagulha (parte baixa), São Jacinto Rural (parte alta)
Geografia
Faz divisa com São Miguel do Pita, Pasto do Governo, Bairro Matinha, e na saída para a BR, Santo Antônio.
A região é bastante alta em comparação ao bairro São Jacinto, com Mata Atlântica bastante preservada nas serras, com pássaros, pequenos mamíferos, cobras, inúmeros insetos, etc. As igreja São a Adventista (Na parte alta e outra na Fagulha) e Luterana.
A maior parte da comunidade é composta por fazendas e sítios, existindo alguns núcleos habitacionais ao longo da estrada, além de chacreamentos mais novos, sendo asfaltada a estrada principal, com acesso à luz nas casas, além de água, tem escola e posto de saúde, além de um cemitério.
Hidrografia: Córrego Saager, Córrego Sete Sonhos, Córrego Do Mosquito e do São Jacinto, como corredeiras e cachoeiras.
Fauna: É bastante diversas com Veado-campeiro, Suçuarana,, roedores, diversos pássaros como o Corrupião laranja (corrupião-de-baltimore), Jacu, Anu-preto (Crotophaga ani), Canário, Beija-flor, aranhas, Abelha-irapuã, inúmeros tipos de formigas etc.
Flora: Região serrana coberta por Mata Atlântica, com áreas ao longo de cursos de água ricas em biodiversidade, onde predominam árvores nativas, cipós e outras plantas típicas de florestas úmidas, e, ao mesmo tempo, se ver especialmente nas área baixas uma paisagem rural com extensas áreas de pastagens formadas por braquiária (espécie forrageira exótica), utilizadas para a pecuária, inseridas no contexto do bioma Mata Atlântica.
Economia
Durante a formação da região existia fazendas de café, como o passar do tempo cana-de-açúcar, usada, por exemplo, para produção de Cachaça como a Fagulha, Memória de Ouro e Faísca.
Pecuária: Existe atualmente o predomínio da criação de gado, incluindo pequenas propriedades.
Agricultura: A agricultura familiar é bastante presente, tanto para o consumo, quanto a venda do excedente, em função da disponibilidade de água e terra de boa qualidade, além da proximidade com a Ceasa. Um dos destaques é a produção de banana, sendo cultivada também verduras e hortaliças, além disso, algumas propriedades tem produção de granjeira.
Comércio e Serviços: Em função da proximidade com a sede, são poucos comércios, com destaque para depósito de gás, oficina mecânica, pequenas vendas, além de alguns bares/botecos, nesse último caso destaque para a região da Fagulha, com bar que serve almoço, além de campo de futebol para lazer na região.
Turismo: A região é muito usada por ciclistas, em função da "Estrada da Penitenciária" (Av. Santana), com acesso a São Miguel do Pita, Rio Bahia, e Pasto do Governo. Algumas fazendas antigas são em parte preservadas, como a da Arno e Saxônia.
Mapa da Comunidade Alto São Jacinto
Lista de Povoados e Comunidades de Teófilo Otoni
População Urbana e Rural
| Distrito | População | Pop. Urbana | Pop. Rural |
|---|---|---|---|
| Teofilo Otoni | 124.692 (90.74%) | 112.946 (90.58%) | 11.746 (9.42%) |
| Topazio | 3.729 (2.71%) | 940 (25.21%) | 2.789 (74.79%) |
| Pedro Versiani | 3.034 (2.21%) | 622 (20.49%) | 2.412 (79.51%) |
| Mucuri | 3.213 (2.34%) | 2.142 (66.67%) | 1.071 (33.33%) |
| Crispim Jacques | 1.570 (1.14%) | 141 (8.98%) | 1.429 (91.02%) |
| Rio Pretinho | 1.180 (0.86%) | 169 (14.32%) | 1.011 (85.68%) |
| Total | 137.418 hab | 116.960 (85.11%) | 20.458 (14.89%) |
| Distritos | 12.726 (9,26%) | 4.014 (3,43%) | 8.712 (42,59%) |
Território
| Distrito | Área | Densidade | % Área |
|---|---|---|---|
| Teofilo Otoni | 1.084,89 km² | 114,94 hab/km² | 33,46% |
| Topazio | 598,54 km² | 6,23 hab/km² | 18,46% |
| Pedro Versiani | 487,00 km² | 6,23 hab/km² | 15,02% |
| Mucuri | 472,09 km² | 6,81 hab/km² | 14,56% |
| Crispim Jacques | 310,62 km² | 5,05 hab/km² | 9,58% |
| Rio Pretinho | 289,22 km² | 4,08 hab/km² | 8,92% |
| Total | 3.242,36 km² | 42,38 hab/km² | 100,00% |
| Distritos | 2.157,47 km² | 5,90 hab/km². | 66,54 % |
População x Domicílio
| Distrito | Domicílios | População | Pessoas por Domicílios |
|---|---|---|---|
| Teofilo Otoni | 53.981 (88,95%) | 124.692 hab. | 2,31 |
| Topazio (1938) | 1.914 (3,15%) | 3.729 hab. | 1,95 |
| Pedro Versiani (1948) | 1.487 (2,45%) | 3.034 hab. | 2,04 |
| Mucuri (1976) | 1.667 (2,75%) | 3.213 hab. | 1,93 |
| Crispim Jacques (1948) | 970 (1,60%) | 1.570 hab. | 1,62 |
| Rio Pretinho (1976) | 665 (1,10%) | 1.180 hab. | 1,77 |
| Total | 60.684 | 137.418 hab. | 2,26 |
| Distritos | 6.703 (11,05%) | 12.726 (9,26%) | 1,90 |
Fontes:
Tetteroo, Frei Samuel. O Município de Teófilo Otoni: Notas Históricas e Chorográficas.
Povoadores do Vale do Mucuri, Ferreira, Lais Ottoni Barbosa. Editora n/d, ano 2006,
FERREIRA, Godofredo. Os bandeirantes modernos: desbravamento e a colonização das matas do Vale do Mucuri em Minas Gerais. Belo Horizonte: [s.n.], 1934.
OTTONI, Theophilo Benedicto. Notícia sobre os selvagens do Mucury, em uma carta dirigida ao Sr. Dr. Joaquim Manoel de Macedo. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 21, p. 191–238, 1858.
RAMALHO, Juliana Pereira. Minas Novas: um projeto de província nos sertões – povoamento e concentração fundiária na freguesia de São Pedro do Fanado (1834–1857). 2018. 335 f. Tese (Doutorado em História) – Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2018.
RENAULT, Pedro Victor. Exploração dos rios Mucuri e Todos os Santos e seus afluentes. In: RENAULT, León (org.). Revista do Arquivo Público Mineiro. Belo Horizonte, p. 1079–1080.
SANTOS, Márcio Achtschin; BARROSO, Leônidas Conceição. A Estrada Santa Clara no século XIX: caminho de “gentes” e vivências no Mucuri.
SILVA, Weder Ferreira da. Colonização, política e negócios: Teófilo Benedito Ottoni e a trajetória da Companhia do Mucuri (1847–1863). 2009. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2009.