Prédio da Superintendência Regional de Ensino
🏛️ Prédio da Superintendência Regional de Ensino é um Bem Cultural Protegido por Inventariado pelo Município de Teófilo Otoni, no ano de 2011. Localizado no bairro Centro, Zona Leste.
Prédio da Superintendência Regional de Ensino
Localização: Bairro Centro | Zona Zona Leste
Endereço: Tv. São José
Tipo de Proteção: Bem Inventariado pelo Município
Ano do Inventário: 2011
Os seminários, centros de formação de ministros da Igreja Cristã (subdiáconos, diáconos e presbíteros, vulgarmente chamados padres), têm sua origem no Concílio de Trento, realizado no século XVI, que prescreveu a necessidade de os ministros católicos receberem uma formação intelectual, humana, espiritual e pastoral sólida. No Brasil, os primeiros seminários chegaram com os Jesuítas e se espalharam pelo país. Hoje, toda diocese possui o seu. Existem vários tipos de seminários. Os chamados seminários menores são aqueles que abrigam os mais jovens, que ainda não possuem idade suficiente para cursar o nível superior. Foi este modelo o instalado na Rua Marcelo Guedes, em Teófilo Otoni, bem ora inventariado.
O bem foi construído e serviu como sede da Diocese de Teófilo Otoni a partir da década de 1960. Foi um período de efervescência religiosa católica na cidade, resultado dos trabalhos do Bispo Dom Quirino Adolfo Schmidt, despertando a vocação de rapazes e moças. Com o aumento do número de seminaristas, logo o prédio passou a abrigar o Seminário Menor, abrigando também as freiras e noviças. Com a chegada dos Padres italianos Pe. Celestino e Pe. Giovanni Lisa, com trabalhos voltados para a comunidade mais carente, Teófilo Otoni se tornou um centro de formação religiosa, reforçado pelo jeito progressista do Bispo Dom Quirino, sempre voltado para as causas dos mais pobres e necessitados.
No final da década de 1970 e início da década de 1980, o Seminário Menor foi fechado e o prédio ficou sob a responsabilidade dos frades franciscanos. Em 1985, tomou posse na Diocese de Teófilo Otoni o Bispo Dom Fernando Figueiredo, que tentou reativá-lo sem sucesso, decidindo então ampliar o Seminário em outro prédio, onde hoje se encontra o Instituto Educacional João Paulo II (prédio do antigo Orfanato).
Com a chegada, no ano de 1990, do Bispo Waldemar Chaves de Araújo, encerraram-se as atividades de formação religiosa na Diocese de Teófilo Otoni. O prédio passou então a ser ocupado pela Superintendência Regional de Ensino, que o ocupa até os dias de hoje. O órgão é de responsabilidade do governo do Estado de Minas Gerais, que o administra.
A construção passou por várias reformas, das quais não foi possível levantar a data. Alguns cômodos, como os sanitários e a área da recepção, receberam um novo piso de cerâmica. Ainda, o telhado atual, em estrutura de madeira e manto em telhas cerâmicas romanas, foi instalado acima da platibanda existente. Não há registros de construções anteriores no lote.
O Prédio da 37ª Superintendência Regional de Ensino – Antigo Seminário Menor está localizado no município de Teófilo Otoni, na região do Vale do Mucuri, em Minas Gerais, mais precisamente no distrito Sede, na Rua Marcelo Guedes, nº 50, no centro da cidade. O imóvel pertence à Mitra Diocesana de Teófilo Otoni (a administração da Igreja Católica na região), sendo atualmente administrado pela Superintendência Regional de Ensino de Teófilo Otoni.
Descrição geral
O prédio não tem um estilo arquitetônico definido. É uma construção simples, com dois andares e formato de "L" (planta em L). Ele passou por uma reforma em 2009, quando foi acrescentada uma parte. O terreno é plano. Todos os espaços livres (afastamentos) foram preservados. Há algumas áreas com terra (áreas permeáveis), mas a maior parte do terreno é pavimentada com pedras do tipo "pé-de-moleque". Parte da frente e da lateral direita é usada como estacionamento dos funcionários da Superintendência. A entrada principal fica na fachada da frente, no mesmo nível do terreno.
O prédio tem muitos cômodos por causa da função que exerce. No andar térreo, há: sala de protocolo, recepção, dois banheiros, datilografia, arquivo, xerox, coordenação, apoio da diretoria, cadastro, CAT, aposentadoria, pessoal, duas salas de pagamento, banheiros, sala de reuniões, mecanografia e NMEA. No andar de cima, há: três salas de finanças, SEDINE, comunicação, informática, SIGEP, QI, duas salas de equipe pedagógica, apoio e capacitação, NTE, banheiros, atendimento escolar, coordenação, apoio da coordenação, ensino médio, recepção e dois gabinetes.
Materiais e construção
Parte do prédio foi construída com paredes de tijolos maciços (alvenaria autoportante). A parte acrescentada mais recentemente tem estrutura de concreto e paredes de tijolos furados. No andar térreo, os pisos são: ladrilho hidráulico (piso antigo) nas salas de coordenação; cerâmica nos banheiros, cozinha e recepção; e cimento queimado nas cores amarela e vermelha nas áreas de circulação, salas de reunião, pessoal e xerox.
No andar de cima, os pisos são: taco de madeira nas salas administrativas; cimento queimado vermelho na escada e em algumas salas; e cerâmica vermelha nos banheiros e na varanda. As paredes internas são pintadas de bege até a altura de 1,5 metro e o restante de branco. Todo o prédio tem teto de laje (concreto). O telhado tem seis águas, seguindo o formato de "L", com estrutura de madeira e telhas cerâmicas romanas. As bordas do telhado (beirais) são de laje.
Todas as portas e janelas têm a parte de cima reta, esquadrias de ferro e vidro opaco (fosco, que não deixa ver de fora). As janelas do andar térreo têm grades metálicas de proteção por dentro.
Estilo e aparência
A fachada da frente é simples, sem enfeites (desprovida de ornamentos). A parede é revestida de argamassa com frisos retangulares (detalhes em relevo), pintada de amarelo. A parte de baixo (barrado inferior) é de chapisco (reboco áspero) na mesma cor amarela. Há uma varanda no segundo andar, no lado esquerdo, o que deixa a fachada assimétrica (os lados não são iguais). Embaixo da varanda, fica a porta de entrada, com duas folhas de abrir e uma bandeira fixa superior.
Em todo o contorno superior do prédio, há um volume que se destaca da parede, formando um beiral (borda do telhado) de laje que cobre parcialmente as telhas. Pelas suas proporções e pelos canos de PVC que escoam a água da chuva, esse beiral provavelmente era a platibanda (mureta) original do prédio, antes de o telhado atual ser instalado.
Entorno
O prédio fica na Rua Marcelo Guedes, no centro de Teófilo Otoni. A rua é asfaltada, tem cerca de 12 metros de largura, com estacionamento em um dos lados e trânsito intenso em mão dupla. A região tem energia elétrica, água tratada, esgoto, telefone e coleta de lixo. As construções vizinhas ficam bem na beira da calçada e são usadas principalmente para comércio ou serviços. No geral, estão bem conservadas.
Estado de conservação
O prédio está em bom estado de conservação. Porém, foram encontrados alguns problemas: manchas de umidade dentro do prédio e na base das paredes externas (embasamento), desgaste da pintura externa, e trincas e ranhuras no piso de cimento interno. Em alguns cômodos, entre o piso cerâmico e o cimentado, há marcas que indicam que havia paredes que foram derrubadas depois de uma reforma. Nos ambientes com piso de taco de madeira, faltam algumas peças e há reparos improvisados nas áreas danificadas.
Cuidados necessários
Recomenda-se pintar a parte externa e interna regularmente, além de proteger as paredes contra a umidade – por exemplo, aplicando impermeabilizantes. Os pisos devem ser reparados com acompanhamento técnico sempre que apresentarem danos, e os tacos de madeira que faltam devem ser substituídos.
Intervenções já realizadas
Em 2010, foi trocado o fechamento da frente do terreno: antes era uma tela de alambrado com mourões (postes de madeira), e foi construído um muro de alvenaria no lugar. Alguns cômodos, como os banheiros e a recepção, ganharam piso cerâmico, mas não se sabe quando isso foi feito nem qual era o piso original. O telhado atual, de madeira com telhas cerâmicas romanas, foi instalado sobre a platibanda que já existia, mas não se sabe quando essa intervenção aconteceu. Não houve intervenções de restauro.
Importância: Este bem integra o patrimônio cultural do município, contribuindo para a preservação da memória e identidade da comunidade teofilotonense.
📚 Fontes: